O MUSEU
O museu surge procurando resgatar, narrar e preservar a memória cultural, histórica e artística do “Distrito D’Água” conjunto de bairros periféricos da zona sul de Belém que crescem com a história do Rio Guamá, mais especificadamente do Bairro do Jurunas. Bairro onde o Museu tem sua pequena ocupação, dentro do espaço cultural Gueto Hub, localizado no canal da Travessa Quintino Bocaíuva. O Gueto Hub tem como CEO Jean Ferreira, abriga e partilha Biblioteca, Coworking, Galeria de Arte, Quintal, Lanchonete com o Museu D’Água.
Com isto o projeto se desenvolve em pesquisa histórica e afetiva com a criação do acervo “Olhos D’Água”, a partir de doações de moradores, para fotografias familiares e de registro que contam a história da região onde o Museu se encontra. Proporcionando diálogos antes invisibilizados na história da cidade, e nos espaços museais.
Também estamos construindo um acervo de arte contemporânea, formando a coleção de Arte do Museu d’água, com obras de artistas que se debruçam suas investigações poéticas em torno da memória, cultura, tradição, contemporaneidade e identidade nas periferias e interiores do Brasil. Nosso foco é garantir que estes artistas e estas obras que trazem importância narrativa de de um lugar, sejam preservados para a história e as gerações seguintes, sendo utilizados para consulta pública, desenvolvimento de pesquisas cientificas.
Juntamente com isto tudo, desenvolver um educativo do Museu onde seja desenvolvidos oficinas de arte-educação, conversas com lideranças periféricas, núcleo de audiovisual realizando entrevistas com moradores e seus relatos. Agindo continuamente no decorrer do ano e em paralelo com as exposições e mostras de arte promovidas pelo Museu.
EMERSON CALDAS – DIRETOR
Emerson Caldas é curador e agente cultural, com atuação no campo das artes, da cultura contemporânea e das expressões culturais periféricas. Seu trabalho curatorial dialoga com diferentes linguagens artísticas e com as narrativas produzidas nos territórios populares, contribuindo para ampliar a visibilidade de artistas, coletivos e iniciativas independentes. Como diretor, propõe uma atuação comprometida com a valorização da produção cultural amazônica, o fortalecimento de redes e a construção de espaços de reflexão, circulação e reconhecimento das múltiplas identidades que compõem as Baixadas de Belém.
RUTH NAYANE – VICE-DIRETORA
Ruth Nayane Corrêa Ferreira é historiadora e produtora cultural, com atuação voltada à memória social, à cultura periférica e à valorização dos territórios amazônicos. É diretora do Museu D’água, iniciativa de memória comunitária vinculada ao território do Jurunas, em Belém (PA), dedicada à preservação das histórias, dos saberes e das experiências de vida da população local. Sua trajetória articula pesquisa histórica, produção cultural e mobilização comunitária, contribuindo para o reconhecimento das narrativas e identidades que constituem as Baixadas da Amazônia.
WALESKA QUEIROZ – COORDENADORA DE PROJETOS
Waleska Queiroz atua no campo da memória, da cultura e da valorização dos territórios das Baixadas de Belém, contribuindo para o reconhecimento das histórias, dos saberes e das experiências que constituem a identidade das comunidades periféricas amazônicas. Sua atuação dialoga com a preservação da memória social, a valorização dos patrimônios materiais e imateriais e o fortalecimento de iniciativas culturais comprometidas com o território. Na coordenação de projetos, contribui para o planejamento, a articulação e o desenvolvimento de ações que conectam memória, cultura e participação comunitária.
WILSON COSTA – COORDENADOR DE PESQUISA (VOLUNTÁRIO)
Wilson Max Costa Teixeira é Sociólogo formado pela Universidade Federal do Pará (2013). Experiência de trabalho com populações indígenas, ribeirinhas, quilombolas, campesinato, comunidades tradicionais, comunidades de terreiros, pajelança e xamanismo amazônico, patrimônio material e imaterial. Atuou como professor na Rede Pública Estadual de Ensino. Atuou no Grupo de Estudos Sobre Populações Indígenas do Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo. Coordenou o Núcleo de Estudos Sociais da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas – FAPESPA. Coordenou o Setor de Vigilância Socioassistencial da Secretaria Municipal de Assistência Social de Barcarena. Coordenou o Setor de Artes na Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Barcarena – PA, onde desenvolveu projetos culturais e também na área de patrimônio cultural. Atualmente coordena a área de pesquisa no Museu DÁgua do Espaço Cultural Gueto Hub.