O MUSEU

O museu surge procurando resgatar, narrar e preservar a memória cultural, histórica e artística do “Distrito D’Água” conjunto de bairros periféricos da zona sul de Belém que crescem com a história do Rio Guamá, mais especificadamente do Bairro do Jurunas. Bairro onde o Museu tem sua pequena ocupação, dentro do espaço cultural Gueto Hub, localizado no canal da Travessa Quintino Bocaíuva. O Gueto Hub tem como CEO Jean Ferreira, abriga e partilha Biblioteca, Coworking, Galeria de Arte, Quintal, Lanchonete com o Museu D’Água. 

Com isto o projeto se desenvolve em pesquisa histórica e afetiva com a criação do acervo “Olhos D’Água”, a partir de doações de moradores, para fotografias familiares e de registro que contam a história da região onde o Museu se encontra. Proporcionando diálogos antes invisibilizados na história da cidade, e nos espaços museais.

Também estamos construindo um acervo de arte contemporânea, formando a coleção de Arte do Museu d’água, com obras de artistas que se debruçam suas investigações poéticas em torno da memória, cultura, tradição, contemporaneidade e identidade nas periferias e interiores do Brasil. Nosso foco é garantir que estes artistas e estas obras que trazem importância narrativa de de um lugar, sejam preservados para a história e as gerações seguintes, sendo utilizados para consulta pública, desenvolvimento de pesquisas cientificas.

Juntamente com isto tudo, desenvolver um educativo do Museu onde seja desenvolvidos oficinas de arte-educação, conversas com lideranças periféricas, núcleo de audiovisual realizando entrevistas com moradores e seus relatos. Agindo continuamente no decorrer do ano e em paralelo com as exposições e mostras de arte promovidas pelo Museu.


DIRETOR

Henrique Montagne Figueira, é artista visual, curador, pesquisador e produtor independente nascido em Belém (PA) num dos becos do bairro da Condor e atualmente morador do bairro do Jurunas. Possui Bacharelado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

Em sua pesquisa curatorial, investiga a arte contemporânea em práticas artísticas relacionadas as linguagens da performance art, cinema, arte digital, arte tecnologia e novas mídias. Em eixos temáticos constrói textos críticos e se especializa em Arte Queer Brasileira e Arte Paraense Contemporânea.

Foi curador e coordenador da “Desova” – Mostra de Performance Art e Novas Mídias em 2017 em Belém, uma mostra a nível nacional realizada de maneira independente. Trouxe mesas e oficinas para contribuição e fortalecimento da cena de pesquisa em arte contemporânea, principalmente com as linguagens da performance e novas mídias na cidade de Belém.

Foi premiado com o “Prêmio Rede Virtual de Arte e Cultura FCP” em 2020, tendo como projeto o Desmoldure, um podcast sobre artes visuais e arte contemporânea trazendo temas relevantes atuais e artistas visuais amazônidas como convidados.

Expôs em diversos Salões e Exposições na Amazônia Brasileira, tendo como destaques: III Salão de Arte Digital Xumucuís, Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas e Galeria do Banco da Amazônia, 2014 (Belém, PA); 3º Festival Corpus Urbis, 2017 (Macapá, AP); S/Título, Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, 2018 (Belém, PA) e 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, Museu do Estado do Pará, 2020 (Belém, PA).